A grandiosidade da história humana nos mostra toda a tendência estrutural do que nossa espécie construiu neste planeta. Diante do tamanho colossal desta história, pode-se ter a percepção equivocada de que tudo foi uma tendência natural e irreversível. Não foi. Tudo foi o produto de escolhas infinitas de todos aqueles que aqui viveram antes de nós, simplesmente acomodadas pelo mais implacável de todos os tribunais, o tempo. Da mesma forma, o futuro será escrito pelas sementes a germinar das consequências de cada uma das nossas próprias escolhas no presente.
Somos o único que dá sentido às nossas vidas, só precisamos entender as conexões entre a cadência de tudo e as nossas próprias cadências, que são únicas. Tudo está relacionado a termos uma consciência mais ampla de como fazer nossas escolhas e tomar melhores decisões em nossas vidas. Nós construímos uma civilização como espécie, porque fomos capazes de domar aos nossos instintos animais e não deixar que eles nos controlassem, mas que nós os controlássemos, para que nos diferenciássemos de todas as demais espécies animais. Ao mesmo tempo, precisamos entender que o cerne do que nos construiu como humanidade foi a característica animal instintiva que os seres humanos trazem em sua matriz de comportamento, a qual favorece aos que detém uma maior capacidade de formação de laços sociais. Chegamos até aonde chegamos por causa da nossa capacidade de cooperação em grupo.
A nossa natureza nos diz que a nossa vida não pode ser guiada apenas pela razão, havendo que ser guiada também pela emoção. O nosso universo indica para a nossa vida que a prosperidade dela só é encontrada em tudo e em todos quando há equilíbrio e harmonização entre as oposições, num encontro entre a nossa natureza e a nossa humanidade.
Os laços sociais humanos de convivência são sustentados por uma busca por obtenção de paz e harmonia na vida, tentando encontrar um equilíbrio entre a nossa capacidade racional e a nossa estrutura sentimental em alinhamento às nossas referências sociais, que giram em torno dos padrões de comportamento esperados de você. Isto exige que você tenha um centro de consciência forte o suficiente para saber de quais forças externas se afastar e a quais se conectar.
Nossa vida é um processo de mudança contínua, seja do que nos foi culturalmente imposto em nossa formação, seja na essência do nosso "eu", aquilo que diferencia cada um de nós de tudo e todos à nossa volta. Mas sendo parte de uma espécie social de convívio em bando, nem tudo em nossas vidas será uma escolha exclusivamente nossa, cabendo a cada um de nós decidir se a condução deste processo de mudança individual contínua ao longo da vida será decisão própria - pautada por suas próprias escolhas - ou uma decisão de fora para dentro, imposta a nós pela nossa cultura.
O autoconhecimento é fundamental porque é o que nos mostra do que somos capazes, e entendendo quem somos, o que construímos e o que nos tornamos, temos a consciência de nossa capacidade, e é isto o que nos guiará para fazer as melhores escolhas possíveis, aquelas que vem a definir os caminhos e trajetórias que construirão o futuro.
Para encontrar o crescimento pessoal, é preciso buscar reconhecer todos os símbolos manifestados a nós em nossas vidas. Eles chegam a nós através das muitas tradições e crenças humanas a nós transmitidas e apresentadas, cabendo a nós buscar entendê-las, interpretá-las e utilizá-las para nos guiar sobre quais escolhas fazer, aquelas que nos proporcionam crescimento pessoal e nos guiam pelos caminhos que desejamos seguir, aqueles nos quais encontraremos satisfações e nossos verdadeiros propósitos de vida. Entender os símbolos a nós apresentados corresponde à nossa capacidade individual de compreender aqueles indícios que nos ajudarão a entender o sentido de tudo, e nos ajudarão a fazer as escolhas que nos lavam a evoluir. Este, ao final, é o principal propósito de cada uma de nossas vidas.
A capacidade de pensar corretamente é uma arma que vai te proteger com eficácia no momento das escolhas mais difíceis que você precisar tomar. O potencial interior mais elevado que temos é a capacidade de manusear a razão, sem a qual a vida aumenta em muito as chances de ser embrenhada por caminhos tortuosos e confusos. Quanto mais trazemos a sensatez e a correção para o máximo possível de tempo dentro de nossas vidas, mais resultados positivos tenderemos a obter em nosso favor, e menos equívocos tenderemos a cometer com nossas decisões. Uma profunda e constante reflexão a respeito de nós mesmos, e das formas através das quais lidamos com tudo que nos cerca, tendo clareza, coerência e o mínimo de ambiguidades em nossos atos, precisa ser um exercício constante e contínuo ao longo da vida, porque é aquilo que construirá a nossa melhor visão de mundo, aumentando as chances de que o tudo flua a nosso favor.
Precisamos ter consciência de que devemos ter coragem para enfrentar os desafios com os quais nos deparamos e ao mesmo tempo ter sensatez para saber dosar até onde estamos dispostos a assumir riscos, com boas doses de racionalidade e conhecimento, para encontrar a atitude certa para se posicionar e impor limites a tudo, para assim alcançar as conquistas desejadas. Só a sabedoria nos leva às melhores escolhas. É a partir do que vivemos e absorvemos que vamos construir um entendimento daquilo que funciona em volta de nós, e a partir disto vamos moldar a nossa personalidade individual, que estará o tempo todo em transformação, porque precisamos apresentar estes princípios às impressões dos demais com quem convivemos. Na vida, é preciso ter um constante ânimo de aprendiz, estar buscando aprender sempre coisas novas, o tempo todo, porque é isto e somente isto o que nos faz crescer. É necessário estar o tempo todo refletindo, chegando a conclusões, e submetendo estas para aqueles que te cercam, num processo contínuo de apresentar seus pontos de vista e trocá-los com os dos demais, para ensinar aquilo que a vida te mostrou com as experiências que foram só suas, e ao mesmo tempo aprender com as lições de vida que cada um dos demais teve e que são exclusivamente deles, encontrando pontos comuns para que assim estejamos sempre aprendendo uns com os outros e construindo uma coletividade melhor.
A grande lição humana é aprender a lidar com fracassos, que são algo que sempre afeta a todos e a tudo. A lição a ser aprendida é a de que são as respostas às situações enfrentadas que fazem toda a diferença! O que mais importa não é o que acontece conosco, o que mais importa é a forma como reagimos ao que acontece conosco. Ações e inações humanas são aquilo que verdadeiramente fazem a diferença, sempre! O destino repousa em suas próprias mãos e depende substancialmente de suas próprias escolhas! Temos constantemente a oportunidade de aprender com os nossos erros e mesmo os da gente distante de nós, para com eles evoluir, e assim tirar proveito para fazer a diferença, guiando-nos em direção às melhores escolhas que estão a nosso alcance.
As nossas bases de equilíbrio de sustentação se sustentam em: ter coragem para mudar o que pode ser mudado, paciência para suportar o que não pode ser mudado, e sabedoria para saber distinguir uma coisa da outra. Diante de fracassos, há que tirar as lições de aprendizado sobre as escolhas feitas que não deram certo, e seguir em frente na luta para seguir adiante, pois a cabeça não aguenta se nós paramos.
Nós nos desenvolvemos à medida em que focamos no aprimoramento das nossas virtudes e não nos deixamos diminuir pelo que está fora do nosso poder. Devemos aprender com os nossos erros, e a partir disto nos tornar cada vez melhores dentro do que é possível no ambiente no qual estamos imersos. Ao fim de nossas vidas, invariavelmente constatamos que o verdadeiro desenvolvimento humano não está na busca por status, riqueza ou prazeres, mas sim no crescimento interno e na construção de uma vivência harmônica e virtuosa. Há que saber diferenciar o que é meio do que é fim na hora de definir as escolhas que pavimentarão os nossos caminhos, aquele para o qual a nossa trajetória converge para aplicar nosso conhecimento e nossa aprendizagem para transformar a vida e encontrar um sentido maior para a nossa existência. Evoluímos e nos adaptamos continuamente como o agregado coletivo que nos define como humanidade, construindo a tudo, desconstruindo a tudo, e reconstruindo a tudo o tempo inteiro, devendo zelar pela sustentabilidade das soluções que viabilizam a grandiosidade do que alcançamos. É assim que devemos ser também individualmente.
Em nossa caminhada, precisamos saber que é necessário entender racionalmente quais brigas podem ser lutadas e quais são causas perdidas e precisam ser contornadas com outras estratégias que não uma conflitiva, além de ser também necessário um entendimento de quais brigas valem ser enfrentadas e quais não, para realmente só se esforçar e concentrar energias naquelas que realmente valem a pena. E uma vez que o conflito seja encarado, é preciso ter uma inteligência emocional trabalhada e ajustada para superá-lo com a minimização de consequências negativas a serem levadas adiante na vida.
Tudo ao nosso redor nos levará a alguma direção, o que faz a diferença em nossas vidas é o nosso poder de realizar escolhas. Temos a oportunidade de aprender com os erros de gente distante de nós - tanto geograficamente no espaço físico como historicamente no espaço temporal - para tirar proveito, fazer a diferença e nos guiar em direção às melhores escolhas que estão a nosso alcance. O passado é para ser aprendido, o presente é para ser vivido, e o futuro é o único que realmente importa, porque é sobre o único que temos o poder de modificar a partir das escolhas que fazemos agora!
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